quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Escola Bíblica Dominical : Método de ensino para a Escola Dominical - Brainst...

Escola Bíblica Dominical : Método de ensino para a Escola Dominical - Brainst...: Brainstorming (prónúncia - brémstoarmin). Nome grande e estranho, não é? Pois bem. Esse nome é de origem inglesa e significa tempestade...

Método de ensino para a Escola Dominical - Brainstorming


Brainstorming (prónúncia - brémstoarmin). Nome grande e estranho, não é? Pois bem. Esse nome é de origem inglesa e significa tempestade cerebral ou tempestade de ideias. É um método muito utilizado nas relações públicas, nas dinâmicas de grupo e foi criado pelo americano Alex Osborn. Pode ser muito bem aplicado na escola dominical.

Para usar o brainstorming na classe eu me sinto mais confortável se houver uma lousa, sem ela, eu prefiro fazer adaptações. Então, caso a sua classe tenha lousa, a aula será muito dinâmica.

A rigor, esse método propõe que os participantes, no caso os alunos explorem pensamentos e idéias sobre o tema lançado. Mas, no caso da EBD eu sugiro manter o foco na revista para que não haja muita dispersão. Então vamos lá professor:

 

1 – Uma semana antes da aula, motive todos os alunos a lerem a revista, certificando-os de que você usará um método cuja participação de todos muito contribuirá. Caso você encontre os alunos no decorrer da semana na igreja, relembre-os.

 

Obs: A leitura antecipada ajudará aos alunos a relembrar as palavras-chave do estudo.

 

2 – Como a nossa revista antecipa os objetivos específicos e que os tópicos estão distribuídos para conseguirmos o aprendizado, sugiro dividir a lousa ao meio. Um lado da lousa você usará para o brainstorming e, o outro, você listará os objetivos previstos enumerando-os.

 

Obs: O brainstorming, a rigor, permite que haja liberdade de expressão e nenhuma idéia deve ser descartada, mas, no nosso caso, que nos baseamos na leitura da Bíblia e os nossos conceitos se fundamentam nela, portanto, nós vamos trabalhar respeitando os princípios à luz das Sagradas Escrituras. Nada fora dela.

 

3 – Vamos fixar no objetivo 1 e transformá-lo em um questionamento. Um exemplo: Objetivo: Analisar os possíveis danos oriundos do uso irrefletido da internet. O questionamento dirigido aos alunos será: quais os danos causados pelo uso irrefletido da internet? Essa pergunta será feita diversas vezes, vamos tentar esgotá-la até que todos os alunos possam definir os danos com palavras-chave.

 

4 – Cada palavra definida pelos alunos será escrita na lousa. Você pode até escolher um aluno como escriba, esse aluno registrará todas as palavras enquanto você vai intermediando o questionamento e tentando fechar as respostas de modo sintético. Sintetizar é reduzir ao máximo a resposta do aluno em uma palavra apenas, mas que traduza a resposta que ele quer dar.

Obs: É muito importante que o professor explore o poder da síntese, como costumo dizer. Esse poder, só conseguimos com o exercício da leitura acompanhada do resumo e, em seguida do hábito de criarmos as famosas key words (inglês) ou abstract (espanhol) ou palavras-chave.

 

5 – Depois de listar as palavras-chave é hora de organizá-las a partir das respostas dadas. Certamente vão surgir quadros ou esquemas para distribuir melhor o assunto. Então aqui entra outro poder, o poder de análise. Peça ajuda aos alunos, isso os ajudará também a refletir sobre as respostas. Tente deixar todo o conteúdo da aula exposto na lousa para que os alunos visualizem e vejam que a aula foi construída por eles, mas isso só foi conseguido porque leram e pesquisaram antes.

 

6 – Depois de haver feito o objetivo 1, vá para o próximo objetivo, fazendo o questionamento e mesma regra dos itens acima. Depois vá para o outro objetivo. E, pode ser que você observe que muitas palavras que estavam no objetivo 1, certamente ficarão melhor no objetivo 3 ou 2 e enfim variar. Mas o importante é conseguir formatar o estudo e sintetizá-lo para que se torne mais compreensível.

 

7 – Ao final, tente fazer um panorama de todo o conteúdo finalizado na lousa junto com os alunos.

 

A ideia é basicamente esta, levar o alunos a construírem a aula. Este é o sentido do método brainstorming na EBD e funciona muito bem, principalmente nas classes de jovens e adolescentes. É claro que não vamos fazer essa técnica todos os domingos, porque ela pode ser estafante, mas pelo menos uma aula a cada trimestre você pode enriquecê-la dessa forma.

Obs: Caso a sua classe tenha sala específica, você pode escolher um aluno para deixar esses registros em cartazes de modo que possam lembrar a maravilha que ficou a aula braimstormizada.

Uma boa aula!