sábado, 7 de junho de 2014

A Família, um projeto de Deus

A família é fruto do projeto de Deus. Ele criou com o propósito de perpetuar a raça humana e torná-la a base fundamental para a existência da sociedade.  

A família não é uma obra morta. Família é algo dinâmico, vivo, pois é constituída por pessoas e, pessoas, em função da própria natureza humana têm suas complexidades, têm temperamentos, intransigências, aspereza de coração, isto é, não existe família perfeita. Contudo, não é bom viver sem família.

Em toda a história da Bíblia nós vemos os planos de satanás para destruir a família. E, veja bem, ele tentou logo no início da criação, isto porque família lembra junção, apoio, reunião, formação de caráter, personalidade, amor, isso era a finalidade porque Deus criou a família.

O primeiro ataque do sagaz e vil inimigo contra a família foi motivado pela inveja. Ao longo da Bíblia podemos ver famílias vivendo em em contendas, rebeldias. Só pra lembrar alguns deles: Davi, o profeta Samuel, o Sacerdote Eli e tantos outros. Os acontecimentos no seio das famílias eram os mais diversos, assassinatos, adultério, ódio, vingança e crimes terríveis. Portanto, mais uma vez, não existe família perfeita. Mas nem isso justifica as tentativas de exterminar, banir a família da face da terra ou decretar a falência familiar como querem e intentam alguns. A família não é uma instituição falida. Falido é o homem natural, pecador, falho. O problema é com o ser “o homem”.

O padrão bíblico familiar instituído por Deus é formado por um núcleo básico: marido, mulher e filhos. No entanto, diversos fatores podem alterar essa formação, como a morte de um dos cônjuges, separações, abandono e outros. São normalidades da vida cotidiana.

O divórcio certamente é o mais emblemático de todos os modos de separação. Ele foi instituído por Moisés com a finalidade de proteção às mulheres que viviam com maridos perversos e que eram abandonadas por seus cônjuges por coisas banais e corriqueiras. A Bíblia explica que o divórcio foi criado por causa da dureza de coração. Aqui você percebe que havendo colaboração das duas partes o casamento pode dar certo. Ele foi planejado para dar certo.  

Mas por que nem sempre dar certo? À luz da Bíblia, alguns preceitos são fundamentais para que o casamento tenha vida longa.

1)      SUBMISSÃO – “vós mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor” (EF. 5,22). A submissão que a Bíblia fala é no sentido positivo, de buscarem a concordância entre si. Família não é um quartel general em que o marido é o comandante e, a mulher e os filhos são os comandados ou vice-versa. 

Marido e mulher são companheiros. Nenhum tem o direito de determinar para o outro, mas, ambos devem viver em harmonia. Submissão lembra autoridade, hierarquia, mas ainda assim deve ser vista de modo pactuado, concordado. Hoje reconheço porque meu primeiro casamento não deu certo. Eu não entendia essa passagem, eu cheguei a pensar que este versículo era revestido de um autoritarismo para o qual eu não estava disposta a ceder. Eu tomei a dianteira do casamento, me tornei general do lar, fugindo completamente dos preceitos bíblicos para a família. E o casamento foi por água abaixo. 

É importante você conseguir olhar para dentro de si e para os seus atos e responsabilidades para não apenas jogar a culpa pelo fracasso sobre o outro. Todos têm sua parcela na condução do lar.  

2)      AMOR – “Vós maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja” (Ef. 5,25). Veja que passagem mais bela. A mesma ordenança de sujeição dita pelo Apóstolo Paulo deve ser imbuída, revestida de amor aos moldes do amor de Cristo para com sua igreja. Então não se trata de domínio. Trata-se de amor abnegado, altruísta. O amor é um elemento fundamental para se manter o casamento. Este deve ser cultivado, regado com palavras doces: obrigado, por favor, me perdoe, são ações que fortalecem o amor.

3)      OBEDIÊNCIA - “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais” (Ef. 6,1). Os filhos devem respeitar e honrar os pais e também os pais devem respeitar os filhos. Obediência é uma demonstração de sabedoria. É também o primeiro mandamento com promessa. Se a família quer viver unida, todos os membros precisam se respeitar e tratar bem um ao outro.

Veja o quanto a Palavra de Deus é completa. Ela aponta as responsabilidades de cada um no seio da família e a possibilidade de vivermos bem. Se não o fazemos estamos caminhando para a dureza de coração. É preciso quebrantar o coração. Dar lugar ao amor.

Barbara Rainey e Dennis Rainey citam onze conceitos-chave que devem direcionar o nosso casamento:

1 – “Cristo é Senhor de todas as áreas de nossa vida;
2 – Entender o casamento como um compromisso de aliança entre duas pessoas;
3 – Esforçar-se para manter a comunicação sempre viva no relacionamento;
4 – Ser corajoso para resolver conflitos quando surgirem;
5 – Maridos e esposas devem compreender a responsabilidade de seus papéis na família;
6 – Orar juntos, como casal, em unidade;
7 – Aprender a amadurecer e fortalecer -se em tempos de sofrimentos;
8 – Viver pela fé;
9 – Priorizar o romance no casamento;
10 – Reconhecer a missão primordial de sua família;
11 – Deixar um legado de vitalidade espiritual para sua descendência”. (BÍBLIA DE ESTUDO PREPARANDO CASAIS PARA A VIDA)


Portanto, meus amados, todos podemos ter lares sadios com casamentos felizes. O que precisamos é viver sob a orientação de Deus e não permitir que as intromissões mundanas contrárias à palavra ditem o comportamento em nosso lar, antes, vivamos segundo a Palavra. DEUS ABENÇOE A FAMÍLIA.

sábado, 3 de maio de 2014

Depressão, Síndrome do Pânico, Stress

Por muito tempo acreditou-se que a depressão era fruto do pecado e que o crente não ficava deprimido. Hoje, sabemos que todos estamos vulneráveis e sujeitos a esse mal.

A bíblia nos relata a história de Elias que teve uma tristeza profunda e que podemos caracterizá-la como depressão. Elias desejou a morte, se sentiu sozinho, triste e abandonado.

Jó também teve momentos de extrema angústia após perder todos os bens, família e ver sua vida reduzida às cinza. Davi também passou por terríveis momentos os quais clamou a Deus em desespero: “Até quando te esquecerás de mim?” (Sl 13.1).

O próprio Jesus no momento auge do sofrimento que antecedia à sua morte proferiu as seguintes palavras: “a minha alma está cheia de tristeza até a morte”, ainda mais, dirigiu-se ao Pai e disse: “Meu Pai, se possível passa de mim este cálice” (MT 26).

Então, veja você, se Cristo sentiu angústia e tristeza profunda na alma, por que então nós estaríamos imunes a esses sentimentos? O fato de termos o Senhor Jesus em nossas vidas, não nos torna super-heróis. Estamos, pois, sujeitos aos males desse tempo.

Doenças como stress, depressão, síndrome do pânico, são enfermidades que nas últimas décadas têm acometido o homem. Algumas delas estão ligadas ao estilo de vida que levamos.

Quando assumimos compromissos além do que damos conta, quando nos sobrecarregamos de atividades além das que temos, o resultado será um desequilíbrio que poderá desencadear em doenças psíquicas e desgastes mentais.

Aquela tristeza incontrolável, fadiga, dor, de estômago, falta de ânimo, medo, podem ser um indicativo de que algo não vai bem.
Se você fica exposto a situações de stress e desgaste, procure buscar uma maneira de reconhecer seus limites e recompor as energias.

Deus nos criou para vivermos em perfeito equilíbrio. Corpo, alma e espírito, precisam estar harmônicos. Veja as recomendações de Neto, V. C na Revista Manual do Obreiro (ano 26, nº 26. p.37,38):
1º - reconheça que estar deprimido não é algo fora da condição humana e que Deus lhe dá capacidades para reagir;

2º - saiba que Cristo entende a sua dor pois também passou pelo mesmo que você; vai passar, creia nisso;

3º Se for necessário, busque ajuda especializada. Reveja seus hábitos: descanso, alimentação, lazer, momentos para autorreflexão;

4º Se entregue à renovação que Deus quer proporcionar ao seu interior
Além disso, procure não se culpar pelo que está passando, por não conseguir cumprir suas tarefas, mas também não se entregue ao desânimo. Procure estar acompanhado, evite o isolamento e lembre-se de que Deus o ama e é o consolo para nossa alma e cuida dos seus.

Amanhã na ED: MALES DESTE TEMPO. Não perca, busque o fortalecimento da sua alma através da Palavra.

Revista da CPAD - Juvenis Os perigos do relativismo moral

sábado, 29 de março de 2014

História da Igreja: percurso e desafios




Encerramos o primeiro trimestre da Escola Dominical. A Revista da classe Juvenis trouxe a História da Igreja e foi sobre ela que nos debruçamos durante esses noventa dias.

Por que é importante conhecermos a História da Igreja? Primeiro, porque todo cristão deve buscar entender as origens e saber em quais bases ela está fundamentada. Segundo, porque só podemos intervir quando conhecemos a história e, a partir desse conhecimento podemos entender melhor os caminhos que a Igreja foi tomando e quais caminhos ela trilhou e continua a trilhar. Além disso, todo esse conhecimento pode nos ajudar a evitar possíveis erros a partir dos fatos mostrados pela história.

Tudo nessa vida tem uma história, nós temos a nossa; os fenômenos têm seu marco, seu processo e evolução; os movimentos, os eventos; tudo enfim tem seu nascedouro, sua constituição, desenvolvimento, apogeu e ou declínio. É importante para nós termos ciência do surgimento da Igreja.

A Igreja é neotestamentária. Ela surge com a descida do Espírito Santo quando os discípulos aguardavam o cumprimento da promessa no Cenáculo. A partir do Pentecostes, a tarefa do ensino e da divulgação do Evangelho começa a ganhar um sentido diferente, tendo em vista que a presença física de Cristo já não estava entre seus seguidores. Era preciso proclamar a mensagem da fé. Uma fé que ultrapassava a dimensão do “ver”, era preciso chegar aos bem-aventurados, “aqueles que não O viram, mas creram”.

Jerusalém se constituiu o epicentro da igreja primitiva. Seus primeiros membros foram os judeus hebreus (verdadeiros israelitas), helenistas (descendentes de judeus dispersos durante a primeira destruição de Jerusalém a.C) e prosélitos (não-judeus que aceitavam viver de acordo com o judaísmo). O modo de vida daquela Igreja se sustentava na comunhão, no poder de Deus, na simplicidade, no amor, no temor, nas orações e na unidade doutrinária. Segundo Atos 2, 47, dessa forma, a Igreja caiu na graça do povo.

Coube à Igreja Primitiva instituir a Grande Comissão para levar avante o projeto missionário que começou por Jerusalém, seguiu por Samaria, Judéia e aos confins da terra. Mas o envolvimento com o “Ide” de Marcos 16,15, somente foi possível porque aquela igreja tinha em seu coração um grande ardor e zelo missionário.

As perseguições que sobrevieram nos anos seguintes os quais levaram ao martírio muitos cristãos primitivos não foram capazes de submergir a obra instituída no Calvário. A igreja tem um preço, por sinal, muitíssimo caro. Foi comprada com o sangue de Cristo e também custou a vida daqueles que se empenharam em pregar a mensagem da verdade, sim porque é de Cristo a afirmativa: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Portanto Ele é a verdade. Não há filosofia, até porque filosofias são ideias, ideias todos nós temos. Mas, a Escritura Sagrada não é uma ideia, antes, é uma verdade absoluta.

O Império Romano com todo o seu poderio tentou por um fim ao Cristianismo iniciando uma perseguição contumaz e sórdida. As motivações para a tirania eram as mais diversas e carregadas de tamanha injustiça contra os fiéis. A verdade é que o Cristianismo punha em risco toda a ação da igreja romana sustentada na venda de indulgências, no comércio de ídolos, na adoração ao imperador.

Os cristãos eram revolucionários, pregavam a verdade sem se importar com o risco que corriam. Em que pese os horrores cometidos pelos cruéis: Nero (66 a 68 d.C); Domiciano (90 a 95 d.C); Trajano e Antonino Pio (98 a 161 d.C); Marco Aurélio ( 161 a 180 d.C); Décio (249 a 251 d.C) Valeriano (257 d.C) Diocleciano (303 a 305 d.C); Galério e Constâncio (305 a 311 d.C), responsáveis pela morte de milhares de cristãos, ainda assim, ninguém jamais conseguiu e nem conseguirá estancar o crescimento da Igreja. As perseguições somente fizeram cumprir a frase de Tertuliano “O sangue dos mártires e a semente dos cristãos”.

Os grandes apologistas da fé surgidos em meio à perseguição se tornaram o espelho para o qual devemos sempre nos reportar para confrontarmos com os nossos limites. Afinal há muita gente negando a Cristo por tão pouca coisa. Estar a postos sempre prontos para defender a razão da nossa fé é a principal missão do Cristão. Não há o que temer, pois estamos diante da mensagem mais poderosa do mundo, capaz de quebrar os maiores grilhões. Pois que tememos nós? “Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Rom. 8,31).

Os desafios da Igreja Primitiva não se limitaram às perseguições do clero romano, houve muitos entre nós que se desviaram e se propuseram a ensinar heresias e contaminar com falsas doutrinas. Aos apóstolos cumpriu a atribuição em refutar visto que contrariavam o evangelho genuíno.

Contudo, a Igreja continuou seu percurso. Ao longo da história Deus levantou homens valentes que enfrentaram tanto os ataques à doutrina Bíblica com suas seitas infundadas, como também a fúria de Roma e lutaram ardentemente para trazer à tona a verdadeira doutrina Cristocêntrica.

Em nossos dias, o cenário não parece alterar. Constantemente surgem movimentos ideológicos que pregam evangelhos diversos para todos os tipos e ocasiões. Há evangelhos para todos os gostos. Entretanto, o evangelho verdadeiro, esse, poucos querem segui-lo. É mais prático criar o próprio e adequá-lo às conveniências pessoais. O Apóstolo Paulo recomendou-nos para que estivéssemos atentos quanto e esses tais que viriam em tempos futuros confrontar com os ensinamentos verdadeiros e propor evangelhos ocasionais, como descreve em II Tm. 4,3-4: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências”.

Resta-nos mantermos fiéis à doutrina cristã e à essência do verdadeiro evangelho do reino. A Bíblia nos é clara ao afirmar que o evangelho será pregado por inveja, porfia, mas há os que ensinarão de boa vontade. Sejamos e estejamos, pois inclusos entre os de boa vontade para continuarmos a proclamar a verdade da Escrita Sagrada e manter viva a Igreja do Senhor Jesus, esta Igreja que foi comprada com o preço do sangue. Embora, o mundo queira desafiar-nos a todo instante, mantenhamos também vivas e imbatíveis nossas convicções sendo verdadeiros apologistas da fé para o bom crescimento da obra de Cristo.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Um Cristão verdadeiro cuida do corpo, da alma e do espírito




Caros jovens

O que é cuidar do coração? Se você pensou que é cuidar do amor, arrumar um namorado ou namorada, não é bem isso. Cuidar do coração, segundo a Bíblia, tem um sentido mais amplo. Vamos entender porque.

O termo coração na Bíblia se refere ao interior do homem, à profundidade do ser, por isso, a frase de Provérbios 4.23, "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da alma". Assim, cuidar do coração é cuidar da alma é buscar uma vida equilibrada, cuidar do corpo, da alma e do espírito.

Cuidar do corpo é evitar tudo o que pode fazer mal ao físico. Comer exageradamente, além de fazer mal à saúde, é pecado, o pecado da gula. Alimentar bem é abster do excesso de gorduras, refrigerantes, doces. É, alimentar-se de modo saudável, preferir verduras, legumes, ovos, feijão, arroz. Comer bem não é comer muito. Além de se alimentar de modo saudável, cuidar do corpo é fazer exercícios físicos, praticar um esporte, andar, correr, jogar bola, etc.

Nossa mente também é parte do corpo. Cuidar da mente é estudar, ler um bom livro, fazer um curso, aprender uma nova língua, se preparar para um desafio, escrever, enfim, ocupa-la com coisas educativas.

E quanto a alma? A alma é o que dá vida ao corpo. Logo, cuidar da alma é cuidar do corpo e vice-versa. Mas, qual o alimento para a alma do cristão? É a palavra. Portanto, o devocional, a leitura e meditação da Palavra. Sabe, aqueles momentos que você tira no seu quarto para ler a Bíblia e conversar com Deus? É isso mesmo, você está alimentando a alma. Quando estamos na EBD estudando a Bíblia, nos cultos, estamos nutrindo a alma com a vitamina espiritual. Você sabia que nossa alma clama por Deus? Sim, pois foi ele próprio o engenheiro dessa que é a maior arquitetura do universo, o homem.

Já o espírito é o canal que nos interliga a Deus. É o elo entre nós e o Pai. Quando alimentamos bem nossa alma, o espírito faz a ponte com Deus e assim temos a presença dEle em nossas vidas.

Da mesma forma, viver a Palavra também alimenta o espírito e a alma, porque não nos basta ler, mas adotar práticas que condizem com o caráter cristão. Buscar em Deus viver uma vida saudável espiritualmente, implica em: evitar condutas que que entristeçam o Espírito de Deus que está em você. O Espírito comunica com Deus.

Pense nisso: Imagine o Espírito Santo conversando com o Pai e dizendo acerca dos teus atos, por onde andas, o que fazes. Imagina o Pai com um olhar de tristeza, sabendo que o filho não anda em Seus caminhos? Por outro lado, pense também nesta cena: o Espírito comunicando ao Pai o quanto tens resistido aos assédios, à prostituição, à pornografia, ao alcoolismo, às drogas, à violência, e todas as condutas que vão contra a Palavra? Pense o quanto o Pai se alegra. Pois é isso mesmo.

Então queridos meninos e meninas. Sabendo que o coração é a sede das emoções, tudo o que fazemos e que está em concordância com a Palavra, assim estará também em concordância com o Pai.

O homem tricotômico feito à imagem e semelhança de Deus, cuida dos três elementos: do corpo, da alma e do espírito. Cuidemos pois destes três elementos, pois deles prestaremos conta a Deus.

domingo, 19 de janeiro de 2014

História da Igreja

O Currículo do 1º Trimestre da Revista da Casa Publicadora das Assembleias de Deus - CPAD, Classe Juvenis da EBD vem trazendo a História da Igreja, desde o surgimento, passando pelo expansão missionária, a perseguição sofrida, a paganização do Cristianismo, as pré-reformas, a Reforma Protestante, o avivamento e o movimento pentecostal.
A Revista veio com uma riqueza de conhecimentos que certamente farão nossos adolescentes e jovens mergulharem nessa História, e apreender dela lições que poderão nos tornar cristãos mais consolidados e preocupados com a Causa do Reino.
A História da Igreja foi escrita com sangue, sangue aspergido. O tempo jamais apagará as maldades, torturas e selvagerias cometidas aos nossos irmãos. As arenas de Roma, guardam em si o silêncio dos inocentes. Os mártires cristãos constituem hoje uma referência crucial depois de Cristo. Eles nos provaram que o amor a Cristo excede todo o entendimento humano.
O mundo jamais entenderá porque pessoas comuns, fiéis seguidores entregaram suas vidas à morte e, em nome da fé não negaram àquEle que, primeiro, entregou-se a si mesmo por nós. A coragem, a convicção da escolha certa fizeram chegar até nós tamanha firmeza que ainda mais nos asseguram de que nos tornamos discípulos do Mestre porque Ele, primeiro nos ensinou a grandeza do amor. Nos ensinou a igualdade, quando muitos se sentiam superior.
Como poderia eu, simples mortal, resistir à beleza e imensidão desse amor?
Nos prendemos à comunhão, à solidariedade, à generosidade, às virtudes da Igreja Primitiva. Mas, a grande lição que ela nos deixa resume-se em uma palavra: o amor. Se continuarmos naquele amor, certamente, com o auxílio do Espírito Santo, venceremos as agruras, as angústias do mundo moderno, as tempestades que se insurgem contra nós, mesmo de modo sutil, mas que intentam destruir o que a Igreja construiu com sangue.
A Igreja continua a crescer. A expansão Missionária não tem ponto final, ela continuou em tempos de perseguição, continua subterrânea e inteligente, em países cujo evangelho não é permitido, e, continuará, enquanto a Igreja aqui estiver. Somente o arrebatamento selará a História.
Caros jovens e leitores mantenhamos viva e límpida essa História que nos inspira e nos move na direção oposta às imposições seculares. Afinal, nós sabemos de onde viemos, nossa missão enquanto cristãos e para onde vamos.

História da Igreja