sábado, 31 de agosto de 2013

Escola Bíblica Dominical : A salvação - Lição 9 - CPAD - Juvenis

Escola Bíblica Dominical : A salvação - Lição 9 - CPAD - Juvenis: Tema: A salvação Enfoque Bíblico: “ Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus . (Efésios 2,...

A salvação - Lição 9 - CPAD - Juvenis


Tema: A salvação

Enfoque Bíblico: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. (Efésios 2,8).

 
 

 
Texto Bíblico básico: Efésios 2:5-9
5 - Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),

6 - E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;

7 - Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.

8 - Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.

9 - Não vem das obras, para que ninguém se glorie;
 
 

 
         O tema da lição (9) desta semana trata da SALVAÇÃO. Esse campo de estudo é chamado de Soteriologia, termo de origem grega constituído das palavras Σοτεριος (Soterios) que significa salvação e λογος (logos), que significa princípio, ou seja, princípio da salvação.

         Além da revista vamos utilizar como referências os livros: Vivo em Cristo – Um estudo da Salvação (Autor: David Duncan), a Pequena Enciclopédia Temática da Bíblia (Geziel Gomes) e a Bíblia – Edição Revista e Corrigida.

         Vou esboçar a aula em tópicos compostos por questões. Assim, espero esclarecer melhor sobre o tema junto aos alunos:
    

V      O que é salvação?

         O termo salvação, na Bíblia apresenta sentidos de resgate, libertação, socorro e provisão. No Antigo Testamento, mais comumente é usado no sentido de socorro. No Novo Testamento é usado em relação à provisão de Deus para a humanidade. De modo geral a salvação é uma dádiva de Deus concedida por meio da Graça.

 (Efésios 2,8).Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
 

V      A quem se destina a salvação?

Tito 2:11. Porque a graça salvadora de Deus se há manifestado a todos os homens.

I João 2.2 E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.

A salvação destina-se a toda a humanidade, porque todos pecaram, em Adão, por isso carecemos da salvação, que é o resgate de Cristo.


V      De onde vem a salvação?

A salvação vem do trabalho expiatório de Cristo. Segundo Duncan (1987) expiação dá idéia de reconciliação de inimigos. Nesse caso, refere-se à ação reconciliadora entre o pecador e Deus. Assim, o pecado das pessoas é coberto pelo sangue expiador de Cristo e o seu pecado é cancelado.
 

V      Que graça é essa que conduz à salvação?

João 1:17. Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.

         A graça é um favor não merecido. É a bondade de Deus para com aqueles que pecam e nada merecem, além do juízo e castigo. Porém, Deus com seu favor e amor infinito mandou seu filho para sofrer, morrer em lugar destes e livrá-los como se estes jamais tivessem pecado. Mas, isso não implica que o pecado seja desculpado por Deus. Não. A salvação requer confissão de pecados, arrependimento, obediência à palavra de Deus e fidelidade a Deus.


V      Como ocorre o processo da salvação?

         Ao aceitar a Cristo como seu salvador, ocorre o novo nascimento onde a pessoa é regenerada e transformada passando a viver uma nova vida. No momento em que confessa a Cristo os seus pecados e deles se arrepende, recebe o Senhor Jesus como Senhor e o Espírito Santo entra em sua vida tornando-o um filho de Deus. Assim, ele garante a vida eterna.
 

V      Qual a relação entre salvação e santificação

         A santificação faz parte da salvação. É um processo em que mediante nossas atitudes podemos nos tarnar mais parecidos com Deus mediante a ação do Espírito Santo.

Provérbios 4:18.  Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.

Em síntese, a salvação foi:
* planejada na eternidade (Ef. 1,4);
* profetizada após o pecado de Adão e Eva (Gn 3,15);
* consumada na cruz (Jo 19, 30);
* propagada pelos discípulos (Mt 28,20) e
* aceita pelos seguidores de Cristo (Mt 11, 28).
 
Ide imperativo do Cristão:

V      Evangelizar – esta é uma ordem de Cristo aos seus seguidores;

V      Testemunhe de Cristo aos colegas, aos amigos;

V      Viva o evangelho

V      Transmita a alegria da salvação

V      Deixe Cristo aparecer em sua vida.


   

Referências:

David Duncan - Vivo em Cristo – Um estudo da Salvação

Geziel Gomes - A Pequena Enciclopédia Temática da Bíblia - Casa Publicadora das Assembleias de Deus

Bíblia – Edição Revista e Corrigida.

Lições Bíblicas – Fundamentos da nossa fé – Juvenis -Casa Publicadora das Assembleias de Deus.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Quem é o aluno da Escola Dominical?

            O aluno da Escola Dominical é aquele que teria muitas coisas para fazer em um Domingo maravilhoso, tais como: passear, ir ao clube, ir ao parque com as crianças, fazer um churrasco com os amigos e a família, resolver problemas pendentes, fazer compras, organizar a casa e uma infinidade de outras coisas que em função do trabalho que executa no decorrer da semana muitas vezes o tempo não permite fazer.

            Entretanto, diante de tantas ocupações de natureza divertida ou de necessidade, o aluno da EBD prioriza a frequência e a participação na escola e torna este momento muito rico tanto para o próprio crescimento espiritual como também para estar entre a comunidade cristã.

            Podemos encontrar várias categorias de alunos da Escola Dominical: os frequentes; os não-frequentes ou casuais; e os visitantes que podem ser membros ou não-evangélicos. Pode haver outras categorias, mas estas são as mais comuns que encontramos em nossos templos.

            Entre os alunos frequentes, podemos subdividí-los em: muito frequentes ou menos frequentes, mas que não chegam a ter o seu nome entre os excluídos por excesso de faltas. Entre os não-frequentes ou casuais há aqueles que estão sempre no limite das faltas e há também aqueles que dependem de um telefonema, uma carta ou um e-mail para retornarem à escola.

            Entre os visitantes membros da igreja, podemos encontrar aqueles que comparecem trimestralmente à escola se matriculam, mas de repente desaparecem, mesmo sendo lembrados ou durante os cultos pelo pastor ou pelos professores da classe. Há ainda visitantes não-crentes, embora seja raridade encontrarmos essa categoria matriculada nas classes da EBD. É mais comum encontrarmos alunos dessa natureza nas classes infantis, juniores, juvenis ou jovens. Geralmente esses alunos são convidados, amigos vizinhos ou parentes de pessoas evangélicas.

            Para a última categoria elencada, a Escola Dominical representa um importante meio para influenciar as pessoas a conhecerem a Cristo. Interessante notar que as pessoas que se convertem a Cristo através da EBD têm um diferencial: elas já nascem no ensinamento cristão e certamente a EBD marcará a vida destas pessoas. Independente de qual seja a categoria, algo é certo: todos podem ser alunos frequentes da Escola Dominical.

            A frequência de um aluno indica que algo o impele a participar da escola e pode ser por vários motivos: pela qualidade das aulas, pelo fato de estar entre os irmãos dialogando e estudando temas de alto valor e crescimento espiritual e pelo compromisso de participar dos trabalhos da igreja.

            Ser frequente à escola não é somente participar e estar a par do que está sendo estudado nela. É, antes de tudo, estar presente de corpo e alma. Quando me refiro a estar presente de corpo, trata-se do aluno que não falta à EBD e que cuida para não perder as aulas. Estar presente de alma é se envolver com o tema, ler, pesquisar, acompanhar as passagens bíblicas, tomar notas e contribuir para o enriquecimento da aula.

            Entre os alunos frequentes há alunos participativos e ouvintes. Tanto em um como no outro depende da natureza individual de cada um. Há alunos os quais a participação apenas se dá mediante um espaço de interlocução do professor. E aqui, cabem parênteses. Costumo dizer que todo aluno tem identidade e é muito bom quando o professor conhece-o e trata-o pelo nome. Embora pareça para alguns que seja uma participação forçada e direta, afirmo como professora que depende de como o professor dirige o questionamento e aborda o aluno.

            Saber fazer o questionamento é crucial para a interlocução. Perguntas fechadas, por exemplo, intimidam o aluno. Perguntas cujas respostam sejam exatas é como pressionar o aluno contra a parede. Se errar, o aluno tímido, por exemplo, sentirá envergonhado e evitará responder da próxima vez. Perguntas bem formuladas geram contribuições inteligentes. Vou dar alguns exemplos para esclarecer, caso tenha ficado dúvidas ao meu amado leitor.

            Exemplo 1 - O tema da aula trata-se dos dons espirituais. Ao invés de solicitar que o aluno cite quais os dons, pode-se perguntar de que forma os dons contribuem para o crescimento espiritual da igreja.

            Exemplo 2 – Ao invés de perguntar ao aluno onde está escrito que Jesus se irou, pode-se perguntar da seguinte forma: você se recorda de alguma situação em que Jesus ou Deus tenham irado?

            O modo como é feita a pergunta leva o aluno a dialogar e não simplesmente responder o que o professor propõe. Algumas possíveis situações também fazer com que o professor evite uma aula dialogada. Caso o professor fique preocupado com aqueles irmãos que têm muitas experiências para contar e que se esquecem do tempo curto que temos na escola eu sugiro que sejam feitas recomendações antes de iniciar a aula. Lembrando que todo o professor da EBD deve desenvolver formas afetivas de falar com o aluno. A forma como você fala ao invés de somar pode ter efeito contrário e então você terá menos um aluno na classe.  

            Minha experiência como professora secular contribuiu muito para o exercício da docência na EBD. Na escola nossos alunos do ensino regular sempre começam a aula nos falando coisas que viram e onde estiveram, situações que viveram com suas famílias, e até ficam eufóricos para contarem o que está fervilhando na cabecinha deles. É muito importante para eles, contarem para os colegas as aventuras que viveram. Agora, imagine você que os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) que são os documentos norteadores da Educação brasileira, definem o mínimo de quatro horas e vinte minutos de aula, lembrando que desse tempo, 20 minutos estão reservados ao intervalo para recreação e lanche. Em uma classe de 20 alunos todos com grandes e longas histórias, o professor precisa ter um jeitinho delicado para não tornar desinteressante a vida e a experiência dos alunos e encontrar a forma de conectar ao assunto da aula. O conteúdo a ser explorado no dia tem um tempo presumido, tem tarefas do dia anterior para corrigir em sala, tem tarefa a ser feita na sala e tem orientação da tarefa de casa, tem dinâmica, enfim, e todos precisam ser ouvidos. Então geralmente fazermos uma pergunta que os levem a dizer o que fizeram e descreverem em poucas palavras a sensação causada. Depois ainda temos que fazer o link com a aula, isso não é tarefa fácil, mas sempre encontramos uma forma.
          Na EBD é diferente, tanto em relação ao tempo, que é menor, como em relação à rotina e atividades que são desenvolvidas nesse espaço de tempo. Por isso, antes de iniciar a aula o professor deve explicar aos alunos a limitação do tempo, os objetivos previstos, o que gostaria que eles compreendessem ao final da aula e os subitens que serão estudados. Nisso, a contribuição em relação ao tempo de participação de cada um é essencial. O quanto for possível sintetizar, o tempo agradece e o professor também.