Entretanto, diante de tantas
ocupações de natureza divertida ou de necessidade, o aluno da EBD prioriza a
frequência e a participação na escola e torna este momento muito rico tanto
para o próprio crescimento espiritual como também para estar entre a comunidade
cristã.
Podemos encontrar várias categorias
de alunos da Escola Dominical: os frequentes; os não-frequentes ou casuais; e
os visitantes que podem ser membros ou não-evangélicos. Pode haver outras
categorias, mas estas são as mais comuns que encontramos em nossos templos.
Entre os alunos frequentes, podemos
subdividí-los em: muito frequentes ou menos frequentes, mas que não chegam a
ter o seu nome entre os excluídos por excesso de faltas. Entre os não-frequentes
ou casuais há aqueles que estão sempre no limite das faltas e há também aqueles
que dependem de um telefonema, uma carta ou um e-mail para retornarem à escola.
Entre os visitantes membros da
igreja, podemos encontrar aqueles que comparecem trimestralmente à escola se
matriculam, mas de repente desaparecem, mesmo sendo lembrados ou durante os
cultos pelo pastor ou pelos professores da classe. Há ainda visitantes
não-crentes, embora seja raridade encontrarmos essa categoria matriculada nas
classes da EBD. É mais comum encontrarmos alunos dessa natureza nas classes
infantis, juniores, juvenis ou jovens. Geralmente esses alunos são convidados,
amigos vizinhos ou parentes de pessoas evangélicas.
Para a última categoria elencada, a
Escola Dominical representa um importante meio para influenciar as pessoas a
conhecerem a Cristo. Interessante notar que as pessoas que se convertem a
Cristo através da EBD têm um diferencial: elas já nascem no ensinamento cristão
e certamente a EBD marcará a vida destas pessoas. Independente de
qual seja a categoria, algo é certo: todos podem ser alunos frequentes da
Escola Dominical.
A frequência de um aluno indica que
algo o impele a participar da escola e pode ser por vários motivos: pela
qualidade das aulas, pelo fato de estar entre os irmãos dialogando e estudando
temas de alto valor e crescimento espiritual e pelo compromisso de participar
dos trabalhos da igreja.
Ser frequente à escola não é somente
participar e estar a par do que está sendo estudado nela. É, antes de tudo,
estar presente de corpo e alma. Quando me refiro a estar presente de corpo,
trata-se do aluno que não falta à EBD e que cuida para não perder as aulas.
Estar presente de alma é se envolver com o tema, ler, pesquisar, acompanhar as
passagens bíblicas, tomar notas e contribuir para o enriquecimento da aula.
Entre os alunos frequentes há alunos
participativos e ouvintes. Tanto em um como no outro depende da natureza
individual de cada um. Há alunos os quais a participação apenas se dá
mediante um espaço de interlocução do professor. E aqui, cabem parênteses. Costumo
dizer que todo aluno tem identidade e é muito bom quando o professor
conhece-o e trata-o pelo nome. Embora pareça para alguns que seja uma
participação forçada e direta, afirmo como professora que depende de como o
professor dirige o questionamento e aborda o aluno.
Saber fazer o questionamento é
crucial para a interlocução. Perguntas fechadas, por exemplo, intimidam o
aluno. Perguntas cujas respostam sejam exatas é como pressionar o aluno contra
a parede. Se errar, o aluno tímido, por exemplo, sentirá envergonhado e evitará
responder da próxima vez. Perguntas bem formuladas geram contribuições
inteligentes. Vou dar alguns exemplos para esclarecer, caso tenha ficado dúvidas
ao meu amado leitor.
Exemplo 1 - O tema da aula trata-se
dos dons espirituais. Ao invés de solicitar que o aluno cite quais os dons,
pode-se perguntar de que forma os dons contribuem para o crescimento espiritual
da igreja.
Exemplo 2 – Ao invés de
perguntar ao aluno onde está escrito que Jesus se irou, pode-se perguntar da
seguinte forma: você se recorda de alguma situação em que Jesus ou Deus tenham
irado?
O modo como é feita a pergunta leva
o aluno a dialogar e não simplesmente responder o que o professor propõe. Algumas
possíveis situações também fazer com que o professor evite uma aula dialogada.
Caso o professor fique preocupado com aqueles irmãos que têm muitas experiências
para contar e que se esquecem do tempo curto que temos na escola eu sugiro que
sejam feitas recomendações antes de iniciar a aula. Lembrando que todo o
professor da EBD deve desenvolver formas afetivas de falar com o aluno. A forma
como você fala ao invés de somar pode ter efeito contrário e então você terá menos
um aluno na classe.
Minha experiência como professora
secular contribuiu muito para o exercício da docência na EBD. Na escola nossos
alunos do ensino regular sempre começam a aula nos falando coisas que viram e
onde estiveram, situações que viveram com suas famílias, e até ficam eufóricos
para contarem o que está fervilhando na cabecinha deles. É muito importante
para eles, contarem para os colegas as aventuras que viveram. Agora, imagine você que
os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) que são os documentos norteadores
da Educação brasileira, definem o mínimo de quatro horas e vinte minutos de aula, lembrando
que desse tempo, 20 minutos estão reservados ao intervalo para recreação e
lanche. Em uma classe de 20 alunos todos com grandes e longas histórias, o
professor precisa ter um jeitinho delicado para não tornar desinteressante a
vida e a experiência dos alunos e encontrar a forma de conectar ao assunto da
aula. O conteúdo a ser explorado no dia tem um tempo presumido, tem tarefas do
dia anterior para corrigir em sala, tem tarefa a ser feita na sala e tem
orientação da tarefa de casa, tem dinâmica, enfim, e todos precisam ser
ouvidos. Então geralmente fazermos uma pergunta que os levem a dizer o que
fizeram e descreverem em poucas palavras a sensação causada. Depois ainda temos
que fazer o link com a aula, isso não é tarefa fácil, mas sempre encontramos
uma forma.
Na EBD é diferente, tanto em relação ao tempo, que é menor, como em relação à rotina e atividades que são desenvolvidas nesse espaço de tempo. Por isso, antes de iniciar a aula o professor deve explicar aos alunos a limitação do tempo, os objetivos previstos, o que gostaria que eles compreendessem ao final da aula e os subitens que serão estudados. Nisso, a contribuição em relação ao tempo de participação de cada um é essencial. O quanto for possível sintetizar, o tempo agradece e o professor também.
Na EBD é diferente, tanto em relação ao tempo, que é menor, como em relação à rotina e atividades que são desenvolvidas nesse espaço de tempo. Por isso, antes de iniciar a aula o professor deve explicar aos alunos a limitação do tempo, os objetivos previstos, o que gostaria que eles compreendessem ao final da aula e os subitens que serão estudados. Nisso, a contribuição em relação ao tempo de participação de cada um é essencial. O quanto for possível sintetizar, o tempo agradece e o professor também.
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