sexta-feira, 2 de agosto de 2013

FRIDA VINGREN: QUEM É ESTA PERSONAGEM?


Você certamente já ouviu cantar a música: Já achei uma flor gloriosa e, quem deseja, a mesma terá. Pois bem, trata-se de uma entre as mais belas canções da nossa Harpa Cristã. Sua autora, Frida Vingren transmitiu em cada verso a expressão mais profunda do amor a Deus e ao trabalho missionário.

Frida Strandberg nasceu em Estocolmo, na Suécia, em 1891. Seus pais eram luteranos, mas Frida era membro da Igreja Filadélfia de Estocolmo.  Enfermeira, de profissão, chegou a ser chefe da enfermaria do hospital onde trabalhava. Porém, o coração de Frida pulsava forte pelo campo missionário. Foi a partir dessa vocação que Frida juntou-se a um grupo de jovens com a mesma sede por missões e se preparou em um Instituto Bíblico na cidade de Götabro. Após a formação, aos 25 anos, a igreja sueca enviou Frida para o Brasil.

Frida casou-se com o Pastor Gunnar Vingren, o fundador da Assembléia de Deus no Brasil. Seu casamento foi realizado pelo Pastor Samuel Nyström em Belém do Pará. Passou a se chamar Frida Vingren. Teve seis filhos: Ivar, Rubem, Margit, Astrid, Bertil e Gunvor.

Aos 28 anos, Frida foi acometida de malária. Seu estado de saúde ficou tão debilitado que seu esposo pediu a Deus para que Ele curasse ou a levasse para si. A igreja em Belém se dedicou em intercessão e Frida foi curada. Depois de sua cura, seu esposo apresentou sérios problemas de saúde devido às sucessivas vezes em que contraiu malária. Frágil e com esgotamento físico, o casal decidiu passar um período na Suécia retornando em 1923.

Ao retornar para o Brasil decidiram morar no Rio de Janeiro onde inauguraram o primeiro salão de cultos da Igreja Assembléia de Deus daquele Estado. 

A Missionária Frida Vingren continuou o trabalho missionário, desenvolvendo atividades de ensino na escola Dominical onde ministrava. Era talentosa, ensinava, pregava, fazia trabalhos sociais, dirigia trabalhos no presídio do Rio de Janeiro, abriu novos templos, participou e formou grupos de oração e de visitas. Frida tinha o dom da palavra. Era atuante, desprendida, dirigia cultos em praças, ao ar livre, ministrava estudos bíblicos. Frida era uma grande líder, em uma época em que essa função era tipicamente masculina dentro da Assembléia de Deus. Tamanha era sua garra, espírito de liderança e vontade de trabalhar na obra missionária que muitas vezes foi criticada, porém, jamais se abalou com tais críticas e, nem por isso deixou de trabalhar para Deus. Frida não era envaidecida com os seus talentos. Com sua sabedoria, humildade e determinação contribuiu para a salvação de muitas almas.

Frida também tinha habilidade com a escrita. Ela escrevia e traduzia textos doutrinários e evangelísticos. Isso foi fundamental para a criação de um dos nossos mais importantes jornais da Assembléia de Deus: o Mensageiro da Paz. Foi comentarista da revista da Escola Dominical.

Frida Vingren também tinha a habilidade musical. Ela cantava, tocava órgão, violão e era uma compositora de grande fervor espiritual. Nossa Harpa Cristã possui 23 hinos de sua autoria, dentre eles: Uma flor gloriosa (196); Bem Aventurança do crente (126) e outros.

Em Setembro de 1932, depois de quinze anos dedicados no Brasil, e de muito sofrimento por amor à Obra, a família Vingren decidiu retornar à Suécia. Dias antes da partida, a filha Gunvor faleceu, vítima de uma infecção na laringe. Frida Vingren faleceu em 30 de setembro de 1940, sete anos após o falecimento do marido.

Frida Vingren amava o Brasil. Aqui, plantou a semente missionária que se tornou uma árvore que não cessa de dar frutos. Frondosa e vigorosa é esta igreja. Sua história se confunde com seu crescimento, porque ela já nasceu predisposta a gerar, como o ventre cuja madre jamais secará.

Muitas vezes mal compreendida, questionada e criticada, Frida Vingren tinha certeza do seu chamado. Sua única convicção era de que o Senhor Jesus a acompanhava em todos os momentos de sofrimento e luta. Ela é uma inspiração para muitas jovens nos dias atuais.

BIBLIOGRAFIA

Fonte histórica: Wikipédia

VINGREN, Ivar. Gunnar Vingren, o diário do pioneiro. Rio de Janeiro: CPAD, 1973. 222 p

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